Fatos em Foco - Com o Pr. Artur Eduardo
Informação, Análise, Opinião
sábado, 2 de junho de 2012
Livro importante sobre Lógica e Teoria da Argumentação será lançado em Junho!
quinta-feira, 31 de maio de 2012
SBTB esclarece superioridade do "Texto Recebido" em relação ao "Texto Crítico"

Novo Testamento grego, editado em 1524 por Erasmo de Rotterdã, com os dizeres "Hê Kainê Diathekê". Como um dos "fundadores" do pensamento moderno, Erasmo viu-se um desafeto da Igreja Romana: seus livros foram inseridos no Index librorum prohibitorum (lista de livros proibidos pela Igreja no período inquisitorial). Este exemplar pertence à Universidade de Caxias do Sul.
Nos últimos anos tem havido muita confusão a respeito das modernas traduções e edições do Novo Testamento em grego. Algumas pessoas fazem reivindicações sobre o Novo Testamento em grego, sem terem informações suficientes que as apoiem. Muitos têm a pretensão de que suas traduções são exatas porque tais versões se baseiam nos melhores textos gregos disponíveis. Alguns supõem que suas traduções são melhores que a Versão Autorizada porque esta e seu subjacente Textus Receptus grego acrescentam variantes e leituras extras ao texto. Outros, entretanto, reivindicam que o texto grego do Novo Testamento não é importante porque sua tradução favorita é melhor que qualquer texto grego. Há, ainda, outros que afirmam que o texto grego não é importante porque a maioria das pessoas não pode ler o grego da época do Novo Testamento. Entretanto, o texto grego sobre o qual uma tradução se baseia terá um impacto tanto sobre a leitura devocional das Escrituras pelo cristão como sobre a proclamação da Palavra de Deus no testemunho da graça salvadora de Jesus Cristo. É necessário que o cristão da atualidade entenda a importância do texto grego tradicional na vida cristã.
Antes de tudo, é necessário entender que se quer dizer com o termo “texto tradicional”. Durante o primeiro século após a ressurreição de Cristo, Deus moveu homens que escrevessem Sua Palavra (2 Pedro 1.21). O resultado foi um conjunto de cartas e livros, escritos em grego koine (chamados de “autógrafos originais”). Essas cartas e esses livros foram copiados e recopiados através dos séculos e distribuídos por todo o mundo. Essas cópias consistem os manuscritos do Novo Testamento. Mais de 5.000 desses manuscritos gregos sobreviveram até os dias atuais. O grande número desses manuscritos apóia a chamada tradição textual bizantina (bizantina porque veio do mundo falante do grego da época). Esses manuscritos bizantinos formaram o que chamamos de texto tradicional do Novo Testamento. A representação mais bem impressa desse texto-tipo bizantino é o Textus Receptus (ou Texto Recebido). Em acréscimo aos manuscritos, também temos à disposição muitas obras nas quais numerosos Pais da Igreja fizeram citações dos manuscritos. A obra de John Burgon estabeleceu que o texto básico usado por muitos Pais da Igreja é o mesmo texto que hoje conhecemos como texto bizantino.
O Textus Receptus foi compilado a partir de uma quantidade de manuscritos bizantinos por vários editores do início do século XVI. Houve edições de editores tais como Erasmo, Stephens, Beza, dos Elzevires, Mill e Scrivener. Essas edições diferem sutilmente umas das outras, mas ainda assim referem-se ao mesmo texto básico. Alguns editores foram populares em diferentes países e geraram as bases para as traduções do Novo Testamento. O Textus Receptus (como mais tarde ficou conhecido) foi o texto usado por Tyndale e por outros tradutores da Versão Autorizada inglesa (King James), de 1611 e outras traduções reformadas. [
Durante os séculos XIX e XX, entretanto, uma outra forma do Novo Testamento grego surgiu e foi usada pelas traduções mais modernas do Novo Testamento. Esse Texto Crítico, como é chamado, difere largamente do texto tradicional, pois omite muitas palavras, versículos e passagens que são encontrados no Texto Recebido e nas tradições que se baseiam nele.
As versões modernas baseiam-se, principalmente, sobre um Novo Testamento grego que é derivado de um pequeno punhado de manuscritos gregos do quarto século em diante. Dois desses manuscritos, que muitos dos eruditos modernos dizem ser superiores ao bizantino, são o manuscrito do Sinai e o manuscrito do Vaticano (c. século IV). Estes, por sua vez, originam-se de um tipo de texto conhecido como texto alexandrino (por causa de sua origem egípcia), referido pelos críticos textuais Westcott e Hort como “texto neutro”. Esses dois manuscritos formam a base do Novo Testamento grego, conhecido como Texto Crítico, cujo uso tem sido muito difundido desde o final do século XIX. Nos últimos anos tem havido uma tentativa de se aperfeiçoar esse texto, chamando-o de texto “eclético” (querendo dizer que muitos outros manuscritos foram consultados em suas edições e evolução), mas ainda é o texto que tem sua base central naqueles dois manuscritos.
Há muitos problemas de omissão que caracterizam esse Novo Testamento grego. Versículos e passagens, que são encontrados nos escritos dos Pais da Igreja dos anos 200 e 300 a.D., estão faltando nos manuscritos do texto alexandrino (que data de cerca de 300 a 400 a.D.). Além disso, essas traduções antigas são encontradas em manuscritos que datam de 500 a.D. em diante. Um exemplo disso é Marcos 16.9-20: essa passagem é encontrada nos escritos de Irineu e de Hipólito, no segundo século, e em quase todos os manuscritos do Evangelho de Marcos de 500 a.D. em diante. Essa passagem está omitida nos manuscritos alexandrinos, o do Sinai e o do Vaticano.
Este é somente um dos muitos exemplos desse problema. Há muitas palavras, muitos versículos e muitas passagens omitidos nas versões modernas que são encontrados no texto tradicional ou bizantino do Novo Testamento e, portanto, no Textus Receptus. O Texto Crítico diverge do Textus Receptus 5.337 vezes, de acordo com alguns cálculos. O manuscrito do Vaticano omite 2.877 palavras nos Evangelhos; o manuscrito do Sinai, 3.455 palavras nesses mesmos livros. Esses problemas entre o Textus Receptus e o Texto Crítico são muito importantes para as corretas tradução e interpretação do Novo Testamento. Contrariamente à argumentação dos que apoiam o Texto Crítico, essas omissões afetam a vida cristã quanto à doutrina e à fé.

Seguem-se muitos exemplos de problemas doutrinários causados pelas omissões do Texto Crítico. Esta não é, de modo algum, uma lista exaustiva. O moderno Texto Crítico reconstruído:
- Omite referência ao nascimento virginal, em Lucas 2.33;
- Omite referência à deidade de Cristo, em 1 Timóteo 3.16;
- Omite referência à deidade de Cristo, em Romanos 14.10 e 12;
- Omite referência ao sangue de Cristo, em Colossenses 1.14
Adicionalmente, cria-se um erro bíblico em Marcos 1.2: nesta passagem, no Texto Crítico, Isaías torna-se autor do livro de Malaquias. Em numerosas referências no Novo Testamento o nome de Jesus é omitido, no Texto Crítico: “Jesus” é omitido setenta vezes e “Cristo”, vinte e nove vezes.1
Outra problema com o Texto Crítico moderno é que os dois manuscritos mais importantes sobre os quais o texto é construído, o do Sinai e o do Vaticano, discordam entre si mais de 3.000 vezes, somente nos Evangelhos. Assim, o texto alexandrino apresenta-se como um texto-tipo que se caracteriza, em muitos lugares, por leituras que não são comuns aos manuscritos de sua própria tradição. O Texto Crítico é caracterizado por um fraseado que, na língua original, é difícil, confuso ou mesmo impossível. Parece que não importa quão singular ou anômala seja a leitura variante, deve estar nos autógrafos originais porque (como algumas se defende) um escriba jamais faria uma mudança que estivesse em desacordo com os outros manuscritos; ao invés disso, ele faria uma alteração que daria à passagem uma leitura mais fácil.
Muito foi dito sobre o fato de os manuscritos alexandrinos serem muito antigos. Isso é verdade, mas a ênfase no estudo da crítica textual não deveria recair sobre quão antigo é o manuscrito, mas sim, sobre quantas cópias foram feitas a partir dele. Um manuscrito datado como sido copiado durante o século X poderia ser o quinto numa linhagem de cópias feitas a partir do autógrafo original, enquanto um manuscrito datado como tendo sido copiado durante o terceiro século, poderia ter sido o centésimo numa outra linhagem de cópias. Uma vez que é difícil contar a genealogia, a família de qualquer dado manuscrito, é importante observar que a idade é relativa no sentido de que se pode ter um manuscrito originário do terceiro século, corrompido; ou um outro, do século dez, confiável.
Eis aqui uma boa ilustração: suponha que, no ano 3000, uma cópia da Bíblia em português é achada, datada da década de 1970. Admite-se que tal Bíblia é a mais antiga existente à disposição, e que tal Bíblia difere em centenas de lugares da Bíblia então em uso pelos cristãos do ano 3000. Pode-se imaginar os críticos científicos, com sua metodologia, enaltecendo as virtudes da idade avançada de tal Bíblia, a diagramação de qualidade, o cuidado no layout e no papel desse volume em particular, a encadenação e assim por diante. Porém, seus argumentos cairão por terra quando, depois de começar a traduzir a Bíblia para as línguas modernas, com base nos livros antigos, os cristãos descobrirem que essa versão das Escrituras era a tradução Novo Mundo dos Testemunhas de Jeová (cuja tradução difere muito do texto tradicional, ex.: João 1:1). [
O Texto Tradicional do Novo Testamento é visto pelos cristãos conservadores que crêem na Bíblia como tendo sido providencialmente preservado por Deus. Deus prometeu em Sua Palavra que Ele não só preservá-la-ia para as gerações vindouras mas, também, que Sua Palavra seria eterna e completamente livre de corrupção.
- Mateus 5.18 afirma: “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido”.
- Isaías 59.21 diz: “Quanto a mim, esta é a minha aliança com eles, diz o SENHOR: o meu espírito, que está sobre ti, e as minhas palavras, que pus na tua boca, não se desviarão da tua boca nem da boca da tua descendência, nem da boca da descendência da tua descendência, diz o SENHOR, desde agora e para todo o sempre”.
- João 10.35 nos fala: “a Escritura não pode ser anulada”.
Esses versículos demonstram que Deus não deixou Sua Igreja, por séculos, sem uma cópia autorizada de Sua Palavra, mas que o povo de Deus através dos séculos copiou e recopiou fielmente manuscritos a partir dos autógrafos originais. A Igreja por todo o mundo tem usado o Texto Tradicional em todas as suas variadas formas, e Deus tem considerado apropriado multiplicar uma infinidade de cópias e, assim, levar a salvação a muitas gerações, através de Seu processo de preservação. Esta doutrina da preservação providencial é declarada sucintamente na Confissão de fé de Westminster, capítulo 1, parágrafo VIII:
“O Velho Testamento em Hebraico (língua vulgar do antigo povo de Deus) e o Novo Testamento em Grego (a língua mais geralmente conhecida entre as nações no tempo em que ele foi escrito), sendo inspirados imediatamente por Deus e pelo seu singular cuidado e providência conservados puros em todos os séculos, são por isso autênticos e assim em todas as controvérsias religiosas a Igreja deve apelar para eles...”
Esta preciosa doutrina da preservação providencial tem sido totalmente esquecida pelos estudiosos de texto modernos. Muitos deles tratam a Palavra de Deus como um outro livro qualquer, que pode ser submetido aos caprichos e às normas de alteração dos métodos científicos modernos. Muitas das formas destrutivas da alta crítica do século XIX advêm de uma falha na crença de que a Bíblia é um livro sobrenatural. A Bíblia tem as marcas de inspiração que podem ser claramente vistas pelos olhos dos que crêem, mas que, também, podem ser esmagadas sob os pés dos homens que marcham apressadamente para a destruição. Porém, apesar disso tudo, Deus tem levantado Seu povo, que ama e cuida de Sua Palavra e reconhece as marcas de inspiração que os primeiros crentes reconheceram, e que essas cópias, manuseadas através dos anos representam bem o que Deus queria que fosse conhecido. Isso não significa que qualquer edição impressa do Novo Testamento em grego, em particular, seja perfeita, mas, sim, que o Novo Testamento que temos hoje é essencialmente o mesmo que os que já passaram, através dos anos, através dos vários grupos de crentes que amaram e guardaram a Sua Palavra.

A força dessa preservação no Antigo Testamento é vista na qualidade do escriba que copiou o Antigo Testamento hebraico. No Novo Testamento, isso é percebido na abundância de manuscritos que possuímos hoje em dia. Este tem sido o método de Deus para manter Sua Palavra pura. Essa preservação estabelece que nenhum texto local, como o de Alexandria, Egito, poderia se tornar o texto dominante. O liberalismo e a descrença desafiaram esse processo de preservação. Nunca ficou provado que esses poucos manuscritos alexandrinos tenham jamais existido fora de Alexandria, no Egito. Muitos dos filhos de Deus, ao redor do mundo, rejeitaram o Texto Crítico em todas as suas formas. A aplicação prática da preservação providencial é que o crente contemporâneo deve escolher um texto moderno reconstruído, baseado essencialmente sobre dois manuscritos do século IV, que omite a deidade de Cristo em muitos lugares e que, estima-se, deixa de lado aproximadamente 200 versículos (o equivalente a 1 e 2 Pedro); ou escolher um texto que Deus tem usado através dos séculos. Vamos usar o texto que Deus abençoou e que melhor honra e glorifica o Senhor Jesus, ou não?
As edições impressas do Novo Testamento grego que foram publicadas entre 1500 e 1600 foram produzidas por homens que entendiam o que significava a glória de Deus e a importância de se ter cópias exatas da Bíblia. Da obra conhecida como Poliglota Complutensiana até as várias edições de Erasmo, as quatro edições de Robert Stephens (dentre as quais, a mais conhecida é a de 1550, que é a base do que chamamos de Berry Interlinear ou The Englishman’s Greek New Testament), a obra do grande crítico Teodoro de Beza (em suas cinco edições), as edições dos Elzevires (em 1624 e em 1633) e, por último, o trabalho de F. H. A. Scrivener (nas décadas de 1870 e 1880), temos conhecimento da crítica textual e a mais fiel e cuidadosa atitude com relação aos manuscritos que se pode imaginar. O Texto Tradicional do Novo Testamento foi o texto do período da Reforma, tanto que, seja no trabalho de Erasmo ou no de Stephen, na própria tradução de Lutero ou naquela dos herdeiros da Reforma, tais como os clérigos de Westminster e os tradutores da Versão Autorizada em inglês, este texto tem sido largamente usado e tremendamente abençoado por Deus.
O crítico textual J. Harold Greenlee diz: “A crítica textual do Novo Testamento é, portanto, o estudo bíblico básico, um pré-requisito para todo o outro trabalho bíblico e teológico”. 2 Isso não é dar importância exagerada a este assunto. Como crentes, temos a responsabilidade em nossos dias e era de proclamar o Evangelho, o Evangelho puro, o Evangelho não diluído. Também temos o direito e o privilégio de sermos os próximos na linha sucessória da proteção e da proclamação da Palavra de Deus. Cada cristão, individualmente, decidirá a respeito desse assunto, sobre qual texto é o correto. Evidentemente, esta decisão será feita, consciente ou inconscientemente, por todo crente, individualmente. Esta decisão é tomada quando o crente decide qual edição da Bíblia usará para ler e estudar; e, caso escolha uma tradução baseada em manuscritos corruptos, que refletem pontos de vista que omitem a deidade de Cristo, a expiação por Seu sangue, Seu nascimento virginal, então a decisão é de estender esse erro à próxima geração. Se, entretanto, o cristão de hoje escolhe uma tradução da Palavra de Deus que é feita a partir do texto tradicional do Novo Testamento, a decisão é no sentido de ver Deus trabalhando através de Sua providência para o fornecimento de Sua Palavra em sua forma completa, não só para esta geração, mas também para as que virão.
“The Ancient Manuscripts of the New Testament” – Quaterly Record (Londres, Inglaterra: The Trinitarian Bible Society – nº 510, janeiro-março de 1990).
ANDERSON, G. W. e ANDERSON, D. E. – A Textual Key to the New Testament (Londres, Inglaterra: The Trinitarian Bible Society, 1992).
“The Authenticity of the Last Twelve Verses of the Gospel according to Mark demonstrated by the evidence of the ancient manuscripts” – Artigo nº 16 (Londres, Inglaterra: The Trinitarian Bible Society – s/data).
“The Authorised Version: What today’s Christian needs to know about the AV” – Artigo nº 75 (Londres, Inglaterra: The Trinitarian Bible Society – s/data).
BURGON, John William – The Causes of Corruption of the Traditional Text of the Holy Gospels (Londres, Inglaterra: George Bell & Sons, 1896).
____________________. – The Last Twelve Verses of the Gospel According to S. Mark (Oxford, Inglaterra: J. Parker Co., 1871).
____________________. – The Revision Revised (Fort Worth, TX, USA: A. G. Hobbs Publications, 1983).
____________________. – The Traditionsl Text of the Holy Gospels (Londres, Inglaterra: George Bell & Sons, 1896).
CLARK, Gordon H. – Logical Cristicisms of Textual Criticism (Jefferson, MD, USA: The Trinity Foundation, 1986).
DABNEY, Robert L. – “The Doctrinal Various Readings of the New Testament Greek”, in Discussions of Robert Lewis Dabney – volume 1 (Carlisle, PA, USA: The Banner of Truth Trust, 1967).
____________________. – The Revised Version of the New Testament”, in Discussions of Robert Lewis Dabney – volume 1 (Carlisle, PA, USA: The Banner of Truth Trust, 1967).
“The English Bible: Its Origin, Preservation and Blessing” – Artigo nº 101 (Londres, Inglaterra: The Trinitarian Bible Society, s/data).
FULLER, David Otis – Counterfeit or Genuine (Grand Rapids, MI, USA: Grand Rapids International Publications, 1978).
____________________. – True or False (Grand Rapids, MI, USA: Grand Rapids International Publitacions, 1983).
____________________. – Which Bible? (Grand Rapids, MI, USA: Grand Rapids International Publications, 1970).
“God was Manifested in the Flesh” – Artigo nº 103 (Londres, Inglaterra: The Trinitarian Bible Society, s/data).
HILLS, Edward Freer – The King James Version Defended (DesMoines, IO, USA: The Christian Research Press, 1984).
“The New International Version: What today’s Christian needs to know about the NIV” – Artigo nº 74 (Londres, Inglaterra: The Trinitarian Bible Society, s/data).
“The New Testament, the Greek Text Underlying the English Authorised Version of 1611 (Textus Receptus) (Londres, Inglaterra: The Trinitarian Bible Society, s/data).
PICKERING, Wilbur N. – The Identity of the New Testament Text (Nashville, TN, USA: Thomas Nelson Publishers, 1977).
SCRIVENER, F. H. A. – The Authorised Edition of the English Bible (1611): Its Subsequent Reprints and Modern Respresentatives (Cambridge, Inglaterra: The University Press, 1884).
____________________. – A Plain Introduction to the Criticism of the New Testament for the Use of Biblical Students – terceira edição (Cambridge, Inglaterra: Deighton, Bell & Co., 1883).
STURZ, Harry A. – The Byzantine Text-Type and New Testament Textual Criticism (Nashville, TN, USA: Thomas Nelson Publishers, 1984).
van BRUGGEN, Jakob – The Andicent Text of the New Testament (Winnipeg, Ontário, Canadá: Premier, 1976).
____________________. – The Future of the Bible (Nashville, TN,USA: Thomas Nelson Publishers, 1978).
“What is Wrong With the Modern Versions of the Holy Scriptures?” – Artigo nº 41 (Londres, Inglaterra: The Trinitarian Bible Society, s/data).
“Why John 5 vs. 7-8 is in the Bible” – Artigo nº 102 (Londres, Inglaterra: The Trinitarian Bible Society, s/data).
WISSE, Frederik – The Profile Method for Classifying and Evaluating Manuscript Evidence (Grand Rapids, MI, USA: William B. Eeerdmans Publishing Co., 1982).
“The Word of God Among All Nations: An Introduction to the Society’s Principles” (Londres, Inglaterra: The Trinitarian Bible Society, s/da. [acima]
Para que a ONU, mesmo?...

Por Julio Severo (Jornalista e colunista do site Mídia sem Máscara)
Adaptado por Artur Eduardo
Nesta quarta-feira (30) o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), numa medida de interferência extrema, pediu ao Brasil a extinção da Polícia Militar, acusando-a de numerosas execuções extrajudiciais. A principal motivação da ONU foi o recente caso onde foram presos três policiais da Rota — grupo da Polícia Militar —, que, num confronto com o PCC (Primeiro Comando da Capital), na Penha, zona leste de São Paulo, mataram homens do PCC, cujos integrantes estavam armados com fuzis, submetralhadoras, pistolas e revólveres.
A morte dos membros do PCC provocou a crítica da ONU, cobrando a extinção da PM.
Essa não é a primeira vez que a ONU faz cobranças do Brasil. Em fevereiro deste ano, a ONU recomendou a extinção das leis que impedem governo, empresários médicos e mulheres de terem atendidos seus desejos de aborto legal. A cobrança da ONU pela extinção da PM ocorre num contexto social onde mais de 50 mil brasileiros são assassinados por ano. Oficialmente, menos de 10 por cento desses crimes são solucionados. Isto é, mais de 90% dos assassinos são premiados com a impunidade.
É um caso grave onde a ONU deveria fazer cobranças diárias, pedindo ações concretas para eliminar as ações criminosas que assassinam milhares de brasileiros por ano. Pelo bem estar do da população do Brasil, a ONU poderia recomendar o armamento da população brasileira e até mesmo a pena capital, como meio de eliminar indivíduos que assassinam gente inocente. Contudo, a ONU vem trabalhando de forma inversa, exigindo o desarmamento da população civil, numa meta esquerdista de tornar as pessoas totalmente indefesas diante dos assassinos, inclusive abolindo a pena capital para eles. Quem abolirá a pena capital que tem eliminado mais de 50 mil brasileiros por ano? De modo particular, quem abolirá a pena capital para os bebês em gestação que está sendo promovida pela própria ONU?
A PM e até mesmo a ONU deveriam ser investigadas por excessos. Mas se a PM realmente matou integrantes do PCC, deveríamos deixar a população brasileira, que é vítima inocente desses criminosos violentos, opinar. Quem extermina exterminadores da população pode ser considerado bandido? Quem mata inocentes, seja bandido, PM ou ONU, é que deveria levar o rótulo e castigo de criminoso. Quando centenas de milhares de crianças, mulheres e homens inocentes estavam sendo massacrados no Sudão durante mais de uma década, a ONU mal bocejava um protesto. Era um caso de genocídio. Mas a ONU não teve a coragem de cobrar a extinção das forças que estavam exterminando os sudaneses.
As vítimas eram em grande parte cristãos, e os assassinos eram forças governamentais muçulmanas. Mas suspeito que, se por um milagre, alguma nação fornecesse armas para os cristãos, de modo que eles pudessem reagir e matar seus matadores, a ONU prontamente gritaria “genocídio” e permitiria uma ação militar de várias nações contra os supostos abusos de “direitos humanos” cometidos pelos cristãos. Centenas de milhares de cristãos foram mortos, bem debaixo do nariz indiferente da ONU.
Milhões de bebês em gestação estão sendo mortos por leis incentivadas, louvadas e promovidas pela ONU, que não quer o Brasil fora desse negócio macabro. Por isso, o Brasil vem sofrendo pressões da ONU para legalizar o aborto, de modo que governo, empresários médicos e mulheres tenham atendidos seus desejos de exterminar inocentes.
A resistência do povo brasileiro tem sido fabulosa, pois dois gigantes — ONU e governo brasileiro sob o PT — querem o aborto legalizado e o único obstáculo é o povo. A ONU e o governo brasileiro estão também alinhados em outras questões. O governo petista quer a tal Comissão da “Verdade” para premiar ainda mais terroristas comunistas que queriam derrubar o governo do Brasil e instalar uma ditadura sanguinária no modelo da União Soviética. Eles foram detidos pelo governo militar e hoje seus aliados reivindicam, a todo o custo, a canonização desses indivíduos que, fortemente armados, assaltavam bancos e matavam.
Em vez de serem forçados a devolver todo o dinheiro que roubaram, são premiados. Em vez de pagarem por seus assassinatos, são prestigiados. O Dr. Alberto Thieme, que é pastor presbiteriano e era policial militar na época do governo militar, foi uma das milhares de testemunhas que viram as inúmeras atrocidades cometidas pelos comunistas terroristas do Brasil. E a ONU, que nada fez para deter o genocídio do Sudão, apareceu para dar seu selo de aprovação para tal Comissão da “Verdade”.
E agora quer também extinguir a PM? Se a PM matou inocentes, que seja punida. Se matou assassinos, por que puni-la? O que se precisa no Brasil é diminuir o número de assassinos que incham os números de 50 mil assassinatos por ano, não sustentá-los, protegê-los e defendê-los. Se a ONU quiser cobrar o Brasil por esses milhares de assassinatos e até mesmo pedir a extinção do governo petista por seu descaso para com a segurança da população, tudo bem. É uma cobrança e pedido perfeitamente justificáveis. Mas cobranças justas não são o forte da ONU. Se a ONU fez algum bem à humanidade, que tentem reciclá-la. Mas com seu papel no Sudão, em Ruanda, na legalização do aborto e agora na interferência dos assuntos internos do Brasil, sua extinção seriam mais que bem-vinda.
Fonte: MsMO "cristianismo" da Teologia da Prosperidade
A prosperidade financeira obedece a normas, regras e métodos estabelecidos. Por outro lado, da perspectiva bíblica, a prosperidade é um dom de Deus. É ele quem concede saúde, oportunidades, inteligência, e tudo o mais que é necessário para o sucesso financeiro. E isso, sem distinção de pessoas quanto ao que crêem e quanto ao que contribuem financeiramente para as comunidades às quais pertencem. Deus faz com que a chuva caia e o sol nasça para todos, justos e injustos, crentes e descrentes, conforme Jesus ensinou (Mateus 5:45). Não é possível, de acordo com a tradição reformada, estabelecer uma relação constante de causa e efeito entre contribuições, pagamento de dízimos e ofertas e mesmo a religiosidade, com a prosperidade financeira. Várias passagens da Bíblia ensinam os crentes a não terem inveja dos ímpios que prosperam, pois cedo ou tarde haverão de ser punidos por suas impiedades, aqui ou no mundo vindouro.Através dos séculos, as religiões vêm pregando que existe uma relação entre Deus e a prosperidade material das pessoas. No Antigo Oriente, as religiões consideradas pagãs estabeleceram milênios atrás um sistema de culto às suas divindades que se baseava nos ciclos das estações do ano, na busca do favor dessas divindades mediante sacrifícios de vários tipos e na manifestação da aceitação divina mediante as chuvas e as vitórias nas guerras. A prosperidade da nação e dos indivíduos era vista como favor dos deuses, favor esse que era obtido por meio dos sacrifícios, inclusive humanos, como os oferecidos ao deus Moloque. No Egito antigo a divindade e poder de Faraó eram mensurados pelas cheias do Nilo. As religiões gregas, da mesma forma, associavam a prosperidade material ao favor dos deuses, embora estes fossem caprichosos e imprevisíveis. As oferendas e sacrifícios lhes eram oferecidas em templos espalhados pelas principais cidades espalhadas pela bacia do Mediterrâneo, onde também haviam templos erigidos ao imperador romano, cultuado como deus.
A religião dos judeus no período antes de Cristo, baseada no Antigo Testamento, também incluía essa relação entre a ação divina e a prosperidade de Israel. Tal relação era entendida como um dos termos da aliança entre Deus e Abraão e sua descendência. Na aliança, Deus prometia, entre outras coisas, abençoar a nação e seus indivíduos com colheitas abundantes, ausência de pragas, chuvas no tempo certo, saúde e vitória contra os inimigos. Essas coisas eram vistas como alguns dos sinais e evidências do favor de Deus e como testes da dependência dele. Todavia, elas eram condicionadas à obediência e só viriam caso Israel andasse nos seus mandamentos, preceitos, leis e estatutos. Estes incluíam a entrega de sacrifícios de animais e ofertas de vários tipos, a fidelidade exclusiva a Deus como único Deus verdadeiro, uma vida moral de acordo com os padrões revelados e a prática do amor ao próximo. A falha em cumprir com os termos da aliança acarretava a suspensão dessas bênçãos. Contudo, a inclusão na aliança, o favor de Deus e a concessão das bênçãos não eram vistos como meritórios, mas como favor gracioso de Deus que soberanamente havia escolhido Israel como seu povo especial.
O Cristianismo, mesmo se entendendo como a extensão dessa aliança de Deus com Abraão, o pai da fé, deu outro enfoque ao papel da prosperidade na relação com Deus. Para os primeiros cristãos, a evidência do favor de Deus não eram necessariamente as bênçãos materiais, mas a capacidade de crer em Jesus de Nazaré como o Cristo, a mudança do coração e da vida, a certeza de que haviam sido perdoados de seus pecados, o privilégio de participar da Igreja e, acima de tudo, o dom do Espírito Santo, enviado pelo próprio Deus ao coração dos que criam. A exultação com as realidades espirituais da nova era que raiou com a vinda de Cristo e a esperança apocalíptica do mundo vindouro fizeram recuar para os bastidores o foco na felicidade terrena temporal, trazida pelas riquezas e pela prosperidade, até porque o próprio Jesus era pobre, bem como os seus apóstolos e os primeiros cristãos, constituídos na maior parte de órfãos, viúvas, soldados, diaristas, pequenos comerciantes e lavradores. Havia exceções, mas poucas. Os primeiros cristãos, seguindo o ensino de Jesus, se viam como peregrinos e forasteiros nesse mundo. O foco era nos tesouros do céu.
A Idade Média viu a cristandade passar por uma mudança nesse ponto (e em muitos outros). A pobreza quase virou sacramento, ao se tornar um dos votos dos monges, apesar de Jesus Cristo e os apóstolos terem condenado o apego às riquezas e não as riquezas em si. Ao mesmo tempo, e de maneira contraditória, a Igreja medieval passou a vender por dinheiro as indulgências, os famosos perdões emitidos pelo papa (como aqueles que fizeram voto de pobreza poderiam comprá-los?). Aquilo que Jesus e os apóstolos disseram que era um favor imerecido de Deus, fruto de sua graça, virou objeto de compra. Milhares de pessoas compraram as indulgências, pensando garantir para si e para familiares mortos o perdão de Deus para pecados passados, presentes e futuros.
A Reforma protestante, nascida em reação à venda das indulgências, entre outras razões, reafirmou o ensino bíblico de que o homem nada tem e nada pode fazer para obter o favor de Deus. Ele soberana e graciosamente o concede ao pecador arrependido que crê em Jesus Cristo, e nele somente. A justificação do pecador é pela fé, sem obras de justiça, afirmaram Lutero, Calvino, Zwinglio e todos os demais líderes da Reforma. Diante disso, resgatou-se o conceito de que o favor de Deus não se pode mensurar pelas dádivas terrenas, mas sim pelo dom do Espírito e pela fé salvadora, que eram dados somente aos eleitos de Deus. O trabalho, através do qual vem a prosperidade, passou a ser visto, particularmente nas obras de Calvino, como tendo caráter religioso. Acabou-se a separação entre o sagrado e o profano que subjaz ao conceito de que Deus abençoa materialmente quem lhe agrada espiritualmente. O calvinismo é, precisamente, a primeira ética cristã que deu ao trabalho um caráter religioso. Mais tarde, esse conceito foi mal compreendido por Max Weber, que traçou sua origem à doutrina da predestinação como entendida pelos puritanos do século XVIII. Weber defendeu que os calvinistas viam a prosperidade como prova da predestinação, de onde extraiu a famosa tese que o calvinismo é o pai do capitalismo. As conclusões de Weber têm sido habilmente contestadas por estudiosos capazes, que gostariam que Weber tivesse estudado as obras de Calvino e não somente os escritos dos puritanos do séc. XVIII.
Atualmente, em nosso país, a idéia de que Deus sempre abençoa materialmente aqueles que lhe agradam vem sendo levada adiante com vigor, não pelos calvinistas e reformados em geral, mas pelas igrejas evangélicas chamadas de neopentecostais, uma segunda geração do movimento pentecostal que chegou ao Brasil na década de 1900. A mensagem dos pastores, bispos e “apóstolos” desse movimento é que a prosperidade financeira e a saúde são a vontade de Deus para todo aquele que for fiel e dedicado à Igreja e que sacrificar-se para dar dízimos e ofertas. Correspondentemente, os que são infiéis nos dízimos e ofertas são amaldiçoados com quebra financeira, doenças, problemas e tormentos da parte de demônios. Na tentativa de obter esses dízimos e ofertas, os profetas da prosperidade promovem campanhas de arrecadação alimentadas por versículos bíblicos freqüentemente deslocados de seu contexto histórico e literário, prometendo prosperidade financeira aos dizimistas e ameaçando com os castigos divinos os que pouco ou nada contribuem.
O crescimento vertiginoso de igrejas neopentecostais que pregam a prosperidade só pode ser explicado pela idéia equivocada que o favor de Deus se mede e se compra pelo dinheiro, pelo gosto que os evangélicos no Brasil ainda têm por bispos e apóstolos, pela idéia nunca totalmente erradicada que pastores são mediadores entre Deus e os homens e pelo misticismo supersticioso da alma brasileira no apego a objetos considerados sagrados que podem abençoar as pessoas. Quando vejo o retorno de grandes massas ditas evangélicas às práticas medievais de usar no culto a Deus objetos ungidos e consagrados, procurando para si bispos e apóstolos, imersas em práticas supersticiosas e procurando obter prosperidade material por meio de pagamento de dízimos e ofertas me pergunto se, ao final das contas, o neopentecostalismo brasileiro e sua teologia da prosperidade não são, na verdade, filhos da Igreja medieval, uma forma de neo-catolicismo tardio que surge e cresce em nosso país onde até os evangélicos têm alma medieval.
Fonte: O Tempora, O Mores
Marvel faz apologia de casamento gay
O tema gay continua em alta esta semana nos quadrinhos americanos. A Marvel confirmou o primeiro casamento da editora, entre o mutante Estrela Polar e seu namorado Kyle Jinadu. A cerimônia será mostrada em Astonishing X-Men 50, que chega às comic-shops esta semana nos EUA. A data já era dada como certa após um anúncio no mês passado, mas só agora foi oficialmente confirmada. Membro dos X-Men, Estrela Polar é um mutante canadense que assumiu sua homossexualidade desde os anos 1990. Ele inicialmente fez parte da Tropa Alfa, um supergrupo do Canadá e depois foi ganhando importância dentro da cronologia da Marvel. A história será assinada pela escritora Marjoriu Liu e desenhada por Mike Perkins. Segundo Liu disse em entrevista ao Comic Book Resources, nem todos os personagens mutantes irão apoiar o casamento. A edição seguinte, a 51, também será totalmente dedicada à repercussão da cerimônia. O tema do preconceito contra homossexuais sempre foi utilizado nas histórias dos X-Men, mas agora ganha ainda mais evidência ao tratar de uma luta urgente da comunidade gay em todo o mundo, que é o casamento civil. quarta-feira, 30 de maio de 2012
Planeta recém encontrado está se desintegrando
Você já acessou a Enciclopédia dos Planetas Extra-Solares (exoplanetas)? É um espaço na internet no qual é possível ficar por dentro de todas as descobertas de planetas do universo além do sistema solar. Pode parecer uma ocorrência rara, mas a humanidade já descobriu mais de 760 destes planetas, e outras centenas de “candidatos” a planetas. Na última semana, a NASA anunciou um novo achado. A mais de 1.500 anos-luz da Terra (mas ainda dentro da Via Láctea), existe uma estrela chamada KIC 12557548. Aparentemente, existe um planeta orbitando esta estrela. O único problema: segundo as observações, esta órbita é próxima demais, o que faz o planeta “vaporizar” lentamente.
Como encontrar planetas pela galáxia?
Os dados foram coletados pelo observatório espacial Kepler, que foi lançado em março de 2009 e cuja órbita percorre a mesma trajetória que a Terra faz em torno do sol. Ou seja, a sonda persegue a Terra em seu movimento anual de translação.
Essa posição foi escolhida estrategicamente, e permite ao artefato espacial procurar planetas pela Via Láctea com um engenhoso sistema. A sonda não rastreia os planetas em si, mas sim as estrelas. A ideia é focar em estrelas espalhadas pela galáxia e ficar de olho no brilho delas. Qualquer perturbação luminosa ou visual pode indicar a presença de um planeta.
Uma órbita próxima demais
Examinando a longínqua estrela, os astrônomos detectaram uma perturbação. Ao que parece, um planeta mais ou menos do tamanho de Mercúrio está deixando um rastro de poeira cósmica pelo espaço enquanto percorre sua órbita.
A razão para isso, de acordo com os cientistas, seria o fato do planeta e a estrela estarem afastados por uma distância de apenas duas vezes o diâmetro da estrela (como referência, a Terra está separada do sol por mais de cem vezes o diâmetro dele). Com isso, este novo planeta leva apenas 15 horas para circundar a KIC 12557548.
Tal proximidade faz com que o planeta esteja assando a uma temperatura de cerca de 1980 graus Celsius. É bem menos do que a superfície do nosso sol (que ferve a mais de 5500 graus Celsius), mas a proximidade é fatal. Nem o material rochoso é forte o bastante para não derreter com essa exposição. O planeta está se desmanchando.
Mas se você acha que este processo de desintegração será tão rápido que nem vale a pena incluir o planeta no catálogo, está enganado. Esta “vaporização” não acontece do dia para a noite. As estimativas apontam que ele só se dissolverá totalmente em cem milhões de anos. Ainda dá tempo de descobrir um pouquinho mais sobre ele.Fonte: Hypescience
Obra de arte 'O sonho dos italianos' causa polêmica no país
Uma polêmica e realista estátua de Silvio Berlusconi, que retrata o ex-primeiro-ministro da Itália como se ele estivesse morto ou dormindo, está sendo apresentada ao público no Palazzo Ferrajoli, situado no centro de Roma e próximo ao Palácio Chigi - sede do Governo da Itália, atualmente ocupado pelo Executivo tecnocrata de Mario Monti.A estátua, que chega a lembrar as figuras encontradas nos museus de cera, foi desenvolvida pelos artistas Antonio Garullo e Mario Ottocento. De acordo com os criadores, a ideia era recriar a identidade que melhor representa os ideais de Berlusconi e a figura do ex-primeiro-ministro.
Intitulada "O sonho dos italianos", a obra se inspira no mausoléu de líderes comunistas, como Lênin e Mao Tsé-Tung, e convida o público a uma grande reflexão da "era berlusconiana", como dizem os artistas.
Em entrevista à Agência Efe, o casal de artistas, que se casaram em 2002, em Amsterdam, declarou que este "Berlusconi adormecido" representa "a mais profundo imaginário italiano".
"Milhões de italianos se identificaram com o sonho de um Berlusconi triunfador", afirmaram Garullo e Ottocento, que explicaram que o título da obra se baseia nas próprias palavras do ex-primeiro-ministro. Isso porque, parafraseando Martin Luther King, Berlusconi disse que representava "o sonho dos italianos" ao chegar ao poder em 1994.

Estátua foi desenvolvida pelos artistas Antonio Garullo e Mario Ottocento (Foto: Reuters)De acordo com os autores, Berlusconi também se costumava a apresentar desta forma nas famosas festas que marcaram o final de seu mandato e pelas quais o político ainda possui uma causa judicial por incitação à prostituição.
A obra, que foi idealizada em 2010 e concluída no final de 2011, é constituída por uma caixa de vidro (espécie de caixão) e pela estátua de Berlusconi em tamanho real, que, por sua vez, chama atenção ao retratar o ex-político morto ou dormindo com um sorriso estampado no rosto.
Os artistas ainda acrescentam um pouco mais de polêmica ao apresentar Berlusconi com uma camisa desabotoada, a calça entreaberta e com duas pantufas do Mickey Mouse. Neste caso, o objetivo era relacionar a figura do ex-primeiro-ministro com os heróis das histórias em quadrinhos.
Depois da polêmica levantada com "O Sonho dos Italianos", Ottocento e Garullo trabalham atualmente em uma escultura do papa Bento XVI, que deverá seguir a mesma linha da representação do "Berlusconi embalsamado". De acordo com os artistas, a ideia é continuar explorando o universo das figuras representativas do poder na Itália. EFE
Fonte: YahooONU pediu ao Brasil para suprimir Polícia Militar
Nesta quarta-feira o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu ao Brasil maiores esforços para combater a atividade dos “esquadrões da morte” e que trabalhe para suprimir a Polícia Militar, acusada de numerosas execuções extrajudiciais. As imagens de câmeras de monitoramento e uma ligação telefônica que duraram 12 minutos foram determinantes para a prisão de três policiais da Rota – grupo da Polícia Militar–, suspeitos de torturar e matar um homem detido após um tiroteio da Penha, zona leste de São Paulo.
O caso provocou a crítica dos membros do Conselho de Direitos Humanos, como parte do relatório de 170 recomendações, aprovado hoje, elaborado pelo Grupo de Trabalho sobre Exame Periódico Universal (EPU) do Brasil, uma avaliação à qual se submetem todos os países.
A recomendação em favor da supressão da PM foi obra da Dinamarca, que pede a abolição do “sistema separado de Polícia Militar, aplicando medidas mais eficazes (…) para reduzir a incidência de execuções extrajudiciais”.
A Coreia do Sul falou diretamente de “esquadrões da morte” e a Austrália sugeriu a Brasília que outros governos estaduais “considerem aplicar programas similares aos da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) criada no Rio de Janeiro”.
Já a Espanha solicitou a “revisão dos programas de formação em direitos humanos para as forças de segurança, insistindo no uso da força de acordo com os critérios de necessidade e de proporcionalidade, e pondo fim às execuções extrajudiciais”.
Pedido de investigação
O relatório destaca a importância de que o Brasil garanta que todos os crimes cometidos por agentes da ordem sejam investigados de maneira independente e que se combata a impunidade dos crimes cometidos contra juízes e ativistas de direitos humanos.
O Paraguai recomendou ao País “seguir trabalhando no fortalecimento do processo de busca da verdade” e a Argentina quer novos “esforços para garantir o direito à verdade às vítimas de graves violações dos direitos humanos e a suas famílias”.
A França, por sua parte, quer garantias para que “a Comissão da Verdade criada em novembro de 2011 seja provida dos recursos necessários para reconhecer o direito das vítimas à justiça”.
Reforma no sistema penitenciário
Muitas das delegações que participaram do exame ao Brasil concordaram também nas recomendações em favor de uma melhoria das condições penitenciárias, sobretudo no caso das mulheres, que são vítimas de novos abusos quando estão presas.
Neste sentido, recomendaram “reformar o sistema penitenciário para reduzir o nível de superlotação e melhorar as condições de vida das pessoas privadas de liberdade”.
Olhando mais adiante, o Canadá pediu garantias para que a reestruturação urbana visando à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016 “seja devidamente regulada para prevenir deslocamentos e despejos”.
Fonte: O Verboterça-feira, 29 de maio de 2012
ATENÇÃO, APOLOGISTAS DE PLANTÃO: CRAIG vs. DACEY (VÍDEOS)
Dr. Austin Dacey - filósofo, músico e ex-protestante, tem doutorado pela Bowling Green State Universtiy (EUA), em 2002, e atualmente ensina a cadeira de "Ética" no Instituto Politécnico de Nova Iorque.
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6
Parte 7
Parte 8
Parte 9
Parte 10
Parte 11
Parte 12
Parte 13
Parte 14
segunda-feira, 28 de maio de 2012
A justiça que tarda não falhou

Nacionalmente famoso pelo que ficou conhecida como a "oração" da propina, o ex-deputado distrital Júnior Brunelli (PSC) finalmente encontrou o destino que lhe parecia inevitável: a cadeia. Ele se entregou na tarde deste domingo à Polícia Civil do Distrito Federal, depois de dois dias foragido. Brunelli é acusado de desviar 1,7 milhão de reais de emendas parlamentares em 2009. Os recursos deveriam ser destinados a uma casa de apoio a idosos, mas não chegavam ao destino.
As emendas seguiriam para a Associação Monte das Oliveiras, ligada à igreja Catedral da Bênção, fundada pelo pai de Brunelli. Mas, segundo os investigadores, a aplicação dos recursos não ocorria. Os gastos eram justificados com notas fiscais falsas.Brunelli deveria ter sido preso na sexta-feira, mas conseguiu escapar do cerco da Polícia Civil. Para se entregar, ele fez exigências: não ser algemado e ter direito a uma cela individual. Foi atendido e compareceu à polícia usando um casaco para encobrir o rosto. O ex-deputado permanece detido em uma minúscula cela na 5ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal, e deve ser transferido em breve para outra carceragem da corporação.
Oração - O então deputado distrital Júnior Brunelli foi um dos protagonistas do chamado Mensalão do DEM no Distrito Federal, em 2009. Em um vídeo, ele aparecia recebendo dinheiro de propina do então secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa - operador e delator do esquema. Em outra imagem, depois de negociar a divisão de valores, ele aparece ao lado de Durval agradecendo a Deus pela vida do comparsa. Para não ser cassado, Brunelli renunciou ao mandato.
Fonte: Veja
Confira o Vídeo da "Oração" da propina:
sábado, 26 de maio de 2012
Dr. Rodrigo Silva fala sobre o conceito da "morte de Deus" (VÍDEOS)

Parte 1
Parte 2
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Consumo precoce de álcool e drogas leva a baixo nível de escolaridade
Os cientistas encontraram evidências de que a droga precoce e uso de álcool está associado com baixos níveis de escolaridade. De acordo com a pesquisa realizada pela Escola de Medicina da Universidade de Washington (EUA), quanto mais cedo alguém começa a abusar das drogas e do álcool, menores são as chances da pessoa avançar na escolaridade e chegar a fazer uma faculdade ou até completar o ensino médio, por exemplo.
“Não podemos dizer que a dependência de substâncias ou uso de substâncias cedo faz com que alcance menor escolaridade, mas vemos uma forte associação”, diz Julia D. Grant, puma das pesquisadoras da Universidade de Medicina de Washington.
No estudo, foram analisados os históricos de mais de seis mil homens gêmeos que prestaram serviço militar aos Estados Unidos na época da Guerra do Vietnã. Os homens que se tornaram dependentes de nicotina, maconha, álcool ou outros tipos de drogas antes dos 14 anos se mostraram menos propensos a se formarem em uma faculdade ou colégio do que as pessoas que começaram a utilizar essas substâncias mais tarde, ou que nunca as usaram.
O uso excessivo de drogas e álcool é comumente ligado a problemas familiares, de relacionamento e trabalho. Com educação não tem se mostrado diferente – é prejudicial ao desempenho da mesma maneira. Por isso, nada de abusar de drogas e álcool antes de se formar.
(Traduzido e Adaptado de The News Tribe)
Fonte: O Verbo
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Elvis Gospel (VÍDEO)
Para quem não sabe, Elvis Presley começou cantando músicas gospel, típicas do Sul dos EUA. Nasceu em Memphis, Tennessee, no Sudeste dos EUA. A região, dominada pelo soul gospel de início do século XX, influenciou grandemente o jovem Elvis, que queria ser um cantor desta categoria. Com o sucesso na rádio e, posteriormente, na TV, Elvis se tornou uma celebridade mundialmente conhecida, mas nunca esqueceu suas raízes. Em seus shows - na verdade, megashows, superlotados sempre - Elvis sempre colocava músicas gospel no repertório. Morreu prematuramente em Agosto de 1977, aos 42 anos de idade, após uma vida conturbada pelo superestrelato, pelo distanciamento da Igreja, pela depressão, álcool e drogas. Dizem que arrependeu-se pouco antes de morrer, pedindo a Deus para que o perdoasse e que tivesse misericórdia de sua alma. Se é verdade, peço a Deus que tenha-lhe atendido a oração! Abaixo, uma "canja" de Elvis, ainda muito novo, em 1957 (22 anos) cantando "Paz no Vale", uma bela canção gospel do Sul.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Xuxa, sob a bandeira da G(L)obo, torna-se mais uma vez o centro das atenções após polêmicas declarações de supostos abusos infantis
Recentemente, uma polêmica instaurou-se no Facebook. Como "rede social aberta", lugar virtual para a expressão de opiniões numa sociedade que diz cultuar a liberdade de consciência e expressão, causou-me estranheza o que aconteceu hoje (22) quando da ação inexeplicável do sumiço de todo um post (e seus comentários) da minha página de perfil do Facebook. Primeiro, creio ser melhor explicar o início da polêmica: no último domingo, a apresentadora da Rede Globo, Xuxa Meneghel, deu uma emocionada e polêmica entrevista no "Fantástico", na qual ela afirma ter sido vítima de "abuso sexual", pelo que entendi, em três ocasiões distintas, isto quando era criança. Ok. Todos os brasileiros com mais de 30 anos lembram-se de que a trajetória artística de Xuxa não é exatamente um primor de apoio e cultivo de princípios morais virtuosos. E, talvez por isso, alguém colocou uma montagem no Face, uma dupla foto: na parte de cima, o rosto triste e, no momento, nítida e forçosamente "depressivo" de uma Xuxa de 49 anos, ex-"Rainha dos Baixinhos", completamente inautêntica - na minha parca opinião - com um discurso que extravasa o bom senso, pois ela se implica naquilo que condena. Xuxa, sem dúvida foi um trunfo mercadológico indubitável da Rede Globo que, como ávida por ser e sempre estar em primeiro lugar como mídia televisiva, usa e expõe como quer e bem entende a seus funcionários, aqueles que se submetem aos seus caprichos. Na parte de baixo da foto está uma cena do polêmico filme de Aníbal Massaine Neto, "Amor, Estranho Amor". O filme é polêmico porque mostra incesto, pedofilia, sexo burlesco, fetiches, etc... e tudo ao redor da história de um menino, o ator Marcelo Ribeiro, que à época do filme tinha 9 anos (o filme é de 1979 e foi lançado em 1982). Alguém, na foto-montagem veiculada no Facebook, criticava a personalidade de Xuxa, mostrando as duas imagens, uma em cima e a outra em baixo, com os seguintes dizeres:

É claro que reproduzi a imagem no meu perfil - como inúmeras outras pessoas fizeram -, mas, no meu caso, por entender que, a despeito de ter sido esse ou não o intuito original de quem fez esse cartaz, a "ironia" justifica-se e instaura-se como um marca indelével de uma sociedade promíscua, vil, hipócrita ao extremo e, em muitos casos, incrivelmente ingênua. Por que assevero o fator "irônico" da situação? Porque Xuxa, apesar de ter feito o filme antes de sua estrondosa fama advinda em meados da década de 80, já era uma "artista", sim! Aos 16 anos (época em que ela estrelou o filme) podia-se dizer que havia ainda uma "inocência" na pessoa da atriz, cuja percepção de mundo a impediam de vislumbrar os desdobramentos sócio-culturais que sua participação em um filme erótico, beirando a pornografia, como aquele, poderia causar. Mas o fato é que o filme só foi lançado quando Xuxa era de maioridade: em 1982, época em que tinha 19 anos. O ator mirim, protagonista da infame história, tinha 12 anos nesta época. Contudo, paradoxalmente, o filme foi classificado com censura 18 anos, o que, é verdade, não aconteceu apenas com este filme, mas com inúmeros outros com temas eróticos e atores mirins, o que só reitera aquilo que afirmamos acerca da nossa magistral sociedade aberta!
Não faltaram pessoas que, em meio a muitas outras que naturalmente desconfiaram de algo ou viram com ceticismo o que mais pareceu ser um "circo novelesco" a tal entrevista no "Fantástico", se mostraram "horrorizadas", "indignadas" e saíram soltando fumaça pelas narinas, aturdidas com o fato de alguém como eu, um "Pastor", um "religioso", um "cristão" ter descido tão baixo ao ponto de me degradar completamente com a simples republicação daquela imagem!! Como é típico em nossa sociedade escrava do formalismo hipócrita, estes mesmos que deslocam-se consciente ou inconscientemente suas cognições da cerne da questão a questões periféricas, ou que deliberadamente confundem a mensagem do AMOR cristão com um misto novelesco de "água com açúcar" sentimental, prontamente se apresentam como os reais defensores do Cristianismo, acusando temerariamente os que denunciam não só o conteúdo, mas a forma como a informação se nos é manipulada, qual "fanáticos", "loucos", "odiosos" ou seja, "anti-cristãos".
Houve quem dissesse que "o problema não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons". Penso eu que pior ainda é o "grito equivocado dos bons". É ainda mais pernicioso do que "o silêncio dos maus". Confundir assuntos tão primários, por pura confusão passional, é o fim da picada na longa lista de equívocos nos quais têm caído vários evangélicos neste país. A Igreja cristã evangélica, desnorteada e sem identidade, oscila por movimentos que vão da histéria coletiva completa a um formalismo ritualístico insípido como religião, mas ambos um ponto em comum: antes, não se posicionavam contra as grandes questões sociais de nosso tempo, relegando as mesmas à Academia - que no Brasil, pelo menos na perspectiva das Federais, é completamente indiferente ao fenômeno religioso por ter sido, de uma maneira geral, formada sobre preceitos neopositivistas -; atualmente, a Igreja tem feito muito barulho... mas tal barulho assemelha-se, em utilidade, às cornetas das torcidas de futebol. É um "chiado" que, de tão tosco, em nada proporciona melhorias efetivas no stablishment sócial cultuado pela Academia e vociferado pela Mídia cinzenta; pelo contrário: tenta desesperedamente adequar-se àquele, assumindo, para tal, posições que, de tão infantis, beiram a insanidade
A questão - repito, pela enésima vez - quanto ao assunto "Depoimento da Xuxa", não é o mérito estrito, objetivo, do que ela disse, que, não importa se foi há 1, 10 ou 100 anos - DEVE ser investigado -, mas o contexto no qual se nos apresenta uma figura pública, dissolvida no status mercadológico da G(L)obo - cujos auspícios são fortemente anticristãos e antibíblicos, disso ninguém tem um pingo de dúvida -, com um passado que a desclassifica, sim, para que, 5 min. após a entrevisa, já esteja sendo chamada por autoridades políticas como "um símbolo do contra o abuso sexual no Brasil". Por que Xuxa é "um símbolo..."? Ora, se o dito é por quem ela é, no mínimo deveria-se perguntar à mesma o porquê de sua carreira ter sido, sempre, tão contrária ao discurso que ora emprega. Se é por quem ela foi - uma criança, antes do sucesso, inocente, etc. - vale a pergunta do porquê ela estar confessando isso num momento de franca decadência, num contexto em que ela é nada mais do que "peso morto e caríssimo" na G(L)obo, que, mercadologicamente, parece tentar dar um último suspiro, um último fôlego de status midiático nacional àquele que foi um de seus maiores e mais rentáveis "produtos".
Não quero, prezado leitor, que vc pense que estou sendo insensível a um abuso infantil. Primeiro, porque não sou. Segundo, porque não foi só disto de que duvidei na tal entrevista de Xuxa. Eu, como outros (alguns até blogueiros famosos), desconfiei de tudo o que Xuxa falou, como aquela história de que ela foi pedida em casamento por Michael Jackson e a bobagem à lá Big Brother de pedir a mão de Airton Senna de maneira póstuma (?!?!?!?!?). Mas isto é algo CLARO como o dia, meu Deus! "Desconfiar" do que uma figura pública que diz algo polêmico e outras coisas altamente duvidosas, em determinado contexto, com características que não podem mais se dissociadas de sua pessoa (daí o peso da "figura pública") e com um status midiático e mercadológico que a sustenta é, no mínimo, prova de bom senso! Mas, na esteira do que tem sido reduzido o intelectualismo e a política neste país, fico (ainda) pasmo em constatar que professores, escritores, filósofos e várias pessoas ditas "esclarecidas" ou que ao menos deveriam ser, impõem-se quais "psicólogos de botequim", como bem falou o Maurício Stycer, blogueiro do UOL, sobre o mesmo fato.

Contudo, sei que estou numa "batalha perdida". Não que não continue a falar... nada disso, pois penso que é justamente contra todo tipo de engodo psicossocial e seus reflexos em áreas como civismo, moral e direito que deve surgir a face profética e apologética da Igreja. É necessário sairmos de nossos guetos eclesiásticos e discutirmos questões prementes, como esta, e suas implicações, sem termos receio de darmos "a cara à tapa". Mas, isto não significa que tenha esperanças de que o satblishment moral cultivado por anos a fio de renúncia aos valores do Cristianismo simplesmente desapareça. O que vislumbro é uma cena que se desenrola como uma espiral: à medida em que os homens tornam-se cada vez mais indulgentes com o imoral, o lascivo, o pernicioso e a hipocrisia, aderem cada vez mais à falsa liberdade revolucionária prometida pelo Relativismo levado ao extremo, que é a ilusão de que nós podemos manter nosso sonho de civilização organizada, evoluída e em sua "maioridade racional" construíndo cada um de nós, num relativismo radical, sua própria "verdade". Assim, quando prévia, sumária e taxativamente boa parte da população (instruída, até) acredita e "canoniza" uma pessoa como Xuxa, nada mais faz do que acreditar e canonizar a si própria. A marca maior da "extraordinária" evolução de nossa sociedade é a indulgência de suas próprias contradições, a absolvição de si mesma!
Pr. Artur Eduardo
Por que o gospel conquistou o Brasil

Desde o final do século 20, há maior espaço na sociedade para o exercício da individualidade e da identidade cultural local. Os jovens reúnem-se em torno de gostos e idiossincrasias comuns, gerando as tribos urbanas dos surfistas, dos metaleiros, dos skatistas etc. A cultura tornou-se um bem de consumo e o marketing uma ferramenta indispensável. Tudo isso repercutiu no campo religioso. Inclusive a crise de liderança hierárquica e institucional, o que, no campo denominacional, gerou uma infinidade de novas igrejas. Os novos comportamentos sociais fizeram com que as igrejas remodelassem seus métodos de evangelismo. A opção por mudar a forma sem alterar o conteúdo pode ter efeitos discutíveis, mas aproximou a mensagem cristã central de salvação dos marginalizados social e culturalmente. A música, formato de atração preferencial, conservou a mensagem central evangélica na letra e abriu-se para os antigos e novos gêneros musicais populares.
A sociedade atual, uma vigilante da liberdade individual, fez triunfar a democratização musical. Não só os formados em conservatórios podiam compor música cristã, mas o sacerdócio musical passou a ser de todos os crentes. Logo, a linguagem e a forma seriam diversificadas. As pessoas não precisavam mais louvar a Deus com a música “importada”, de letras enciclopédicas e de estilo parnasiano. Nem ter voz formalmente educada. A contextualização da linguagem vista em livros e revistas (como a maneira apropriada de falar para faixas etárias diferentes) passou a ser ouvida e cantada. Além disso, por muito tempo se teve vergonha de ser brasileiro e a cultura popular era demonizada. Os novos evangélicos têm orgulho da cultura nacional e usam a cultura brasileira para celebrar sua conversão, sua nova vida e seu Deus. Há mais gêneros musicais sendo tocados, mais pessoas que esperam ouvi-los e mais empresários querendo abocanhar essa fatia do mercado.



